Sobre o blog:

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Phenomenal Woman

Nome: Ana Beatriz Santos, Carolina Sousa e Letícia Emanuele Reis

RGM: 24369845, 23217251 e 24806633

Turma e Turno: Literatura Inglesa e Norte-Americana (Matutino)


Poemas escolhidos - Milk and Honey


i like the way the stretch marks

on my thighs look human and

that we’re so soft yet

rough and jungle wild

when we need to be

i love that about us

how capable we are of feeling

how unafraid we are of breaking

and tend to our wounds with grace

just being a woman

calling myself

a woman

makes me utterly whole

and complete

___________________________________________________________


our backs

tell stories

no books have

the spine to

carry 


- woman of color

____________________________________________________________


Intertexto


Nós escolhemos esse texto devido a humanização e exaltação feita à mulher. A mulher com suas individualidades, representada em sua forma mais humana e ao mesmo tempo exótica. E foi a essa apreciação ao ser feminino, a força de ser mulher, que lembramos do poema de uma outra grandíssima e super importante poetisa e feminista chamada Maya Angelou, com o poema Mulher Fenomenal.


Phenomenal Woman 


Pretty women wonder where my secret lies.
I'm not cute or built to suit a fashion model's size
But when I start to tell them,
They think I'm telling lies.
I say,
It's in the reach of my arms
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It's the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Men themselves have wondered
What they see in me.
They try so much
But they can't touch
My inner mystery.
When I try to show them
They say they still can't see.
I say,
It's in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I'm a woman

Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Now you understand
Just why my head's not bowed.
I don't shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing
It ought to make you proud.
I say,
It's in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need of my care,
'Cause I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

____________________________________________________________

A relação entre os dois poemas é a força desse ser que é a mulher. Angelou e Kaur versam em suas obras a importância da auto aceitação e a rejeição a padrões determinados por uma sociedade machista, onde devemos seguir a um certo tipo de comportamento e beleza. Falam sobre a fúria de ser mulher, principalmente mulheres pretas e não-brancas, estabelecendo que uma mulher fenomenal não se baseia em padronização, e sim do amor que sentimos por nós mesmas, nos admirarmos do jeito que somos, livre de conceitos e padrões impostos. É ter orgulho e confiança em nós, de nossas cicatrizes e marcas, que nos fazem mulher, e que ninguém, nenhum homem, suportaria o peso que é o ser feminino. 

Pensando nisso, nós elaboramos uma arte em tela representando nossa força, a força da mulher preta. Uma arte modesta, mas carregada de significados.




BRENNO ARRUDA - RGM 24536806



neither of us is happy

but neither of us want to leave

so we keep braking one another

and calling it love

(Rupi Kaur)

 

O poema escolhido acima retrata um relacionamento em que os pares estão desconexos, mesmo assim não conseguem se desvincular um do outro. Muitas vezes nossas sensações podem soar contraditórias, pois não é fácil lidar com a profundidade dos sentimentos, principalmente quando se trata do amor romântico de casal. Talvez seja por isso que Rupi afirma no poema que a dor é chamada/confundida com amor, mas não seriam as duas coisas indissociáveis?

A intertextualidade por mim sugerida se reflete na canção “Elefante na sala”, da cantora e compositora Joyce Alane. Conforme é possível perceber na canção, também fica retratado um casal que não consegue mais se conectar, que aparentemente vive bem, mas que cada um sente e sabe que o relacionamento não funciona mais. A sensação angustiante de conviver com a carga emocional de não se sentir mais pertencente ao outro vem acompanhada da contraposição das emoções que envolvem estar em um relacionamento amoroso. Segue a letra da canção:

 Link para ouvir a canção

ELEFANTE NA SALA (Joyce Alane)

Segue a vida
As mesmas mentiras
Me parece
Faca de dois gumes
Que sempre me fere

Lindo na vitrine
Assim ninguém percebe
A gente sabe
Mas ninguém percebe

E esse elefante na sala
Que ninguém fala nada
E essa parede invisível
Que parece muralha

As vezes, quase sempre
Se faz encruzilhada
E lentamente esse peso
É uma carga de mil toneladas

Ah, dói no peito a ferida
E ninguém sabe
Que aqui é um lugar
Que não me cabe

Debaixo do tapete, a verdade
Queria querer ficar
Mas tenho que ir embora
Sabe?

É isso
Eu acho que admito
Foi confortável me paralisar
Mas mudei o disco
Eu sou grande e mereço
Quem não culpe velhos traumas
Pra me maltratar


Para finalizar, trago um texto de minha autoria, que retrata um pouco dessa confusão que é se permitir ser e sentir. Não sou muito bom com as palavras, mas espero que a ideia seja compreendida.


 AMA-DOR

 Sempre acreditei na dualidade do universo, mas é tão mais fácil falar sobre ela do que vivenciá-la.

Pra que exista o bem é necessário existir o mal. Não temos a noção do que é ser feliz se não tivermos o parâmetro do que é a tristeza. O calor do verão é muito mais apreciado após a passagem do inverno gelado…

Mas, quando tratamos de amor, queremos rejeitar essa dualidade, mesmo não tendo como. O amor e a dor andam sempre de mãos dadas. É a regra do universo.

 

Amar é dar a alguém o poder de te machucar.

Ser amado é quando essa pessoa pra quem você deu este poder resolve não usá-lo contra você.

 

Estranho sentir o alívio e a angústia de receber as seguintes palavras:

“Estou liberto na prisão do meu esconderijo: lá ‘aonde’ meu grito é silencioso e meu calar é ensurdecedor”

 

E assim seguimos ao permanecer nesse confuso paradoxo que é a vida!

(Brenno Arruda)

 

terça-feira, 9 de maio de 2023

Leaving - Michel Honorato

Nome: Michel Martins Honorato 

RGM: 24220744

Turma e turno: Literatura Inglesa e Norte-Americana - Noturno


Poemas escolhidos: 

(Rupi Kaur)


if i knew what 

safety looked like 

i would have spent

less time falling into 

arms that were not

(Rupi Kaur)


Intertexto:

Ao ler estes dois poemas, imediatamente me veio à mente duas músicas que adoro e ainda ouço frequentemente. A primeira delas é "Six Feet Under", de Billie Eilish, cuja letra trata da dor e tristeza que acompanham o término de um relacionamento.

Escute aqui | Billie Eilish - Six Feet Under

A segunda música que me veio à mente é "Alive", interpretada por Cynthia Erivo. A letra aborda a resiliência e a força interior necessárias para enfrentar os desafios da vida e superá-los. A música ressalta a importância de acreditar em si mesmo.

Escute aqui | Cynthia Erivo - Alive

Me aprofundando nas duas canções e nos dois poemas, escrevi um poema que expressa um pouco sobre a necessidade de conforto e as idealizações errôneas.


Leaving


I was afraid of breaking a bond,

And I am still afraid of it.

This type of connection may never return,

So, I keep hurting myself and hurting you.

Is it selfish of me to act this cowardly?

Do you feel selfish?

 

There is a feeling that I will never feel safe again.

I need you to feel comfortable,

But I do not feel restful with you.

Not anymore.

I realize that I feel sheltered by the idea of

having you as a prototype in my head to prevent loneliness.

I feel lonely.

 

How hard it is to believe that we have ourselves?

It is harder to leave?

It is harder to stay?

Deep in my thoughts,

Perhaps conscious or quite unconscious,

I know that I am not searching for an end.

The end has already happened.


(Michel Honorato)

Referência:

KAUR, Rupi. Milk and Honey. Andrews McMeel Publishing. Estados Unidos, 2015.

Tertúlia Literária

 Discente: Caio Ferreira da Silva

Disciplina: Literatura Inglesa e Norte-Americana (Noturno)



O poema escolhido foi:



"if you are not enough for yourself

you will never be enough 

for someone else" (Kaur, p. 191)



Intertexto:


Demi Lovato - Still Have Me

I'm a mess and I'm still broken

But I'm finding my way back

And it feels like someone's stolen

All the light I ever had

Like the world disappeared

And I'm laying right here

While the silence is piercing

And it hurts to breathe

I don't have much but at least I still have me

I still have me

And that's all I need

So take my faith but at least I still believe

I still believe

And that's all I need

I don't have much but at least I still have me

Everything around me shattered

All the highs are now just lows

But it doesn't even matter

'Cause I'd rather be alone

All my love disappeared

And I'm laying right here

While the silence is piercing

And it hurts to breathe

I don't have much but at least I still have me

I still have me

And that's all I need

So take my faith but at least I still believe

I still believe

And that's all I need

I don't have much but at least I still have me

I don't have much but at least I still have me

I still have me

And that's all I need

So take my faith but at least I still believe

I still believe

And that's all I need

I don't have much but at least I still have me













  • Assista ao lyric video de Still Have Me:




    Rupi Kaur, a partir do poema mencionado, traz, para mim, a mensagem de que quando não somos autossuficientes, somos incapazes de nos entregar por completo a alguém, seja um amigo, familiar ou a um amor. Sem o amor próprio, acabamos nos machucando, não nos aceitamos e ferimos nossa autoestima, e ao final, tudo que temos somos nós mesmos.

    Diante disso, o poema me faz relacioná-lo à música de Demi Lovato - Still Have Me.  Essa canção foi lançada após uma overdose sofrida pela cantora, em 2018. A condição ocorreu devido à cantora já sofrer, desde criança, com a pressão do mundo da indústria artística norte-americana. Em meados de 2017/2018, houve o consumo desenfreado de drogas e álcool para que Demi conseguisse suportar toda pressão que havia em sua volta, não pensando em si mesma, fazendo turnês, sendo obrigada a comer bolo de melancia e não fazer as coisas de seu jeito. Após a overdose e a recuperação, Demi lançou Still Have Me. A canção fala sobre, apesar de tudo, ainda ter a si próprio e isso é tudo que se precisa, pois o que vier depois é consequência. Hoje Demi está namorando e muito feliz, se amando e, por consequência, amando os outros (e claro, os Lovatics)!


Produção Artística:

o amor é como uma árvore.
da semente, nasce e cresce
tem folhas e dá frutos.
dos frutos nascerão outras pequenas árvores.

assim é o amor.
primeiro temos que nos nutrir e crescer
para que depois possamos amar aos outros.
em harmonia, primeiro, com você mesmo.

Poema escrito por Caio Ferreira.

Alunos: Esdras Gabriel e Maria Fátima
7N1
Literatura Inglesa e Norte-Americana

Poema

you mustn’t have to

make them want you

they must want you themselves


(KAUR, p. 90).


Intertexto


   Lendo o poema acima de Rupi Kaur foi criado um ponto de vista, ao qual imagino, que seja parecido com o que a autora quis passar. A compreensão é tida por uma questão de autoestima corporal. Creio que Rupi deva ter olhado para seu corpo no espelho antes de escrever e ter pensado: “O que em mim não atrai ele?”, encontrou mil defeitos em si e se comparou com outras pessoas. 

   A atração física é uma “filosofia” existente em alguns relacionamentos, que está em jogo o tempo todo, podendo ser de tamanha importância para a pessoa (que se sente insuficiente) ou para o observador (que não está mais, ou nunca esteve, atraído). O olhar e as atitudes do observador, que quando notadas pela pessoa com problemas de autoestima, se tornam sufocantes, criando uma grande guerra interna. E sabe o pior? Se torna doloroso para a pessoa sem autoestima não se sentir suficiente.

   O poema de Rupi lembra de uma música da cantora norte-americana Demi Lovato, chamada ‘The Way You Don’t Look at Me’. A composição (escrita pela própria) fala sobre impactos gerados pelo jeito que o observador não olha para seu corpo. Ela diz: “me diga o que você está pensando, que te faz tão seletivo [...] tenho medo de me despir e você não me amar depois”. A compositora começa a notar que o observador não está mais desejando-a, algumas atitudes a fazem ter medo de se despir e não ser mais amada. Essa é a pior dor dentro de relacionamentos com pessoas com problemas de autoestima. Ela continua “você acha que eu não vejo, o jeito que você não olha para mim”. 



   A diferença que podemos notar nas obras de Demi Lovato e Rupi Kaur, que passaram pelas mesmas coisas, é que Kaur entendeu que o problema não estava nela, mas sim no observador. Ela encontrou uma forma de se empoderar, escrevendo: “você não devia precisar ensiná-los a te desejar, eles precisam te desejar por conta própria” (tradução do poema). É esse empoderamento que eu desejo para todas as pessoas que possuem problemas de autoestima em seus relacionamentos.


Obra


No escuro

Eu tiro minha roupa

Evito o espelho

Enquanto eu sufoco

Traços imperfeitos

Nada importa

Me sinto feio, enquanto me toco


Ah, me olha assim

Do jeito que eu te olho

Oh, toca em mim

Do jeito que eu te toco


Ah, me ama assim 

Do jeito que eu te amo

Eu vejo como tu não olha pra mim

Não são só corpos?


(Trecho de composição)


Referências Bibliográficas


KAUR, Rupi. Milk and Honey. Andrews McMeel Publishing. Estados Unidos, 2015.

LOVATO, Demi. The Way You Don't Look at Me. USA: Island Records, 2021. 2min28seg. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=-nUWuhWTU6A&ab_channel=DemiLovatoVEVO>. Acesso em: 08 mai. 2023.

 Escrito por: Ana Luiza Lima, Marina Nogueira e Victória Carvalho
 Disciplina: Literatura Inglesa e Norte - Americana 7D1


Poema: 


Intertexto: 

    “É assim que acaba” e “É assim que começa” são dois livros escritos por Collen Hoover em sequência. O primeiro livro “É assim que acaba” conta a história de Lily Bloom, uma jovem formada em marketing, que abriu uma floricultura em Boston, onde conhece Ryle, um neurocirurgião, irmão de uma amiga de Lily. Ryle não gosta de relacionamentos, mas muda de ideia quando a encontra. Os dois se apaixonam e casam depois de um tempo. Porém, o casamento começa a ficar conturbado, quando Ryle que se mostrava uma pessoa atenciosa e carinhosa, se transforma em um pesadelo. Lily, quando jovem, vivia em um lar violento, já que seu pai batia em sua mãe, e ela sempre se perguntava o porquê que ela não saia dessa situação. Agora, estava no mesmo cenário. 

     Claro, Lily não sabia o que poderia acontecer quando se apaixonou por Ryle. Como nós imaginaríamos que alguém que era “perfeito”, iria se tornar um pesadelo? Imaginamos que alguém que demonstre nos amar, nos trate bem, com respeito, lealdade, honestidade, carinho e empatia. Ryle se mostrou ser isso quando Lily precisou, mas como sair disso quando você começa a ter medo da pessoa que dizia te amar? O livro retrata uma dependência emocional que precisa ser livrada o quanto antes. Ela precisa de coragem e determinação para fazer a escolha certa. 

    Em “É assim que começa”, Lily reencontra seu primeiro amor, e convenhamos, a uma grande nostalgia no que ela estava sentindo, depois de um tempo tentando se livrar de Ryle, Atlas aparece. Um amigo que conheceu anos atrás, depois de vários acontecimentos eles começam a namorar e, finalmente, ela se sente segura. Como dito, Lily já vivia em um lar agressivo quando criança, então ela nunca soube como era viver em um lar tranquilo e sem medo até encontrar Atlas, a mesma poderia se perguntar “se eu soubesse como é a segurança eu teria passado menos tempo caindo em braços que não eram”

 

Produção artística: